quinta-feira, 31 de julho de 2014

Hakuna Matata


Eu não lembro como tudo começou. Mas eu me lembro dela. Eu lembro
do sorriso, da sua personalidade totalmente autêntica. Não me lembro 
quando começamos a nos falar, mas eu lembro da minha alegria em estar 
com ela, e no quanto ela me fazia bem. Não deve mesmo ser normal uma 
relação tão perfeita seguir sem que nada impeça a alegria plena. E 
como uma auto sabotagem, eu afastei de mim a minha amizade mais 
perfeita. Quebrei nosso elo como se quebra um cristal, e seria 
impossível encontrar todas as partes, muito menos reconstruir. 
Muitos anos se passaram, e eu sei o quanto eu perdi. Me dói pensar 
que não estava com você quando você engravidou, me dói não ter visto
sua barriga crescer. Me dói não poder ter conhecido sua princesa. Em
todos esses anos pensei muito em você e quis muito tentar consertar 
as coisas, mas eu não imaginava como isso poderia acontecer. 
Três anos depois, olhando minhas mensagens fofíssimas de aniversário,
li uma que fez meus olhos encherem d'água. Pude sentir amor nas suas
palavras. Amor e esperança, de que pelo menos as coisas entre a gente 
pudessem nascer de novo. Eu sabia que não seria como antes. Mas te 
teria outra vez. Ainda é você. Você ainda tem o mesmo sorriso, e sinto
a mesma alegria quando estou com você. Eu ainda espero ter tudo que 
perdi outra vez. Mesmo que pareça impossível, mas encontrar todos os
cacos perdidos do nosso cristal, vai ser uma busca constante e incansável 
na minha vida. Feliz em saber que tenho tão perto uma das pessoas mais
puras e especiais que esse planete Terra já pode ver. Perdoar sinceramente
é a coisa mais incrível e perfeita que um ser humano pode fazer por outro.
E eu tenho você tão perto outra vez. Nunca mais vou te deixar ir.


terça-feira, 29 de julho de 2014

sonhos.


Tenho tido sonhos tão reais no último mês, que quando vou dormir já
me preparo pra viver coisas muito muito maravilhosas. Tem sido uma aventura.
Eu não faço ideia do porque isso tem acontecido, nem como. Porque eu nunca
lembrava dos meus sonhos. E quando sonhava, eram aqueles bem loucos e sem
sentido. Agora eles têm começo meio e fim. A única coisa ruim é na hora de
acordar, quando vejo que nada aconteceu. Pelo menos ainda. E nesses dias
tive o melhor e mais incrível. Sonhei que tinha tido um filho, e ele era o
neném mais lindo, gostoso, encantador, cheiroso e esperto que já tinha visto
na vida. Mamães do meu coração, se a felicidade que vocês sentem é tão grande
e inexplicável como dizem... Acho que quando tiver meu bebê vou morrer de amor.

Fiquei horas pensando na sensação que eu senti no sonho. No peso do meu neném
no colo, no choro de felicidade que vinha toda hora... naquele calor de amor.
Contei pra sisi, pro amigo gêmeo, pro facebook, pro baile todo. Não sei o que
sgnifica, não sei o que foi. Mas foi maravilhoso.

Acontece que dias depois, aconteceu uma coisa muito mais linda e apaixonante.
Estava eu aqui, na mais profunda das melancolias. Era domingo a noite, e eu já
tinha passado o fim de semana todo em casa. Daí uma amiga, uma das mais queridas, 
veio me perguntar o porque de eu estar tão sumida. Eu expliquei que estava murchinha,
e que já estava na cama. Ela tem uma pizzaria aqui na Cidade Mágica, e é o meu 
lugar preferido. É onde encontro as melhores conversas, a melhor energia, a melhor
companhia e a melhor pizza. Nesse dia eu estava mesmo muito murcha, mas ela insistiu 
muito pra eu estar com ela. Disse que viria me buscar, e iria me trazer. Eu pensei então
que ela estava precisando de mim, não podia negar. Mas na hora que entrei no carro e 
a abraçei, senti que ela veio por mim. E eu estava mesmo precisando disso.

O movimento estava bem grande, então fiquei destraída ajudando a amiga, quando 
chegou mais uma família. Já tinham entrado no salão a mãe e o filho... depois de 
organizar as cadeiras pra todo mundo, fui sair... O menino estava no caminho, olhando 
um mural de fotos, quando eu toquei nele fazendo um carinho como um pedido de licença. 
E ele com os olhos ainda fixos no mural me abraçou, achando que eu fosse a mãe dele. 
Na mesma hora o meu coração disparou. Todos as lembranças do sonho vieram a tona, e o 
calor do choro me tomou por completo. Claro que só durou uns dois segundos até ele 
perceber que eu não era a mãe dele, e nós dois rimos. Ele devia ter uns oito anos, 
com aquela cara de criança querida e sem igual. Ele me olhou sorrindo, e disse que 
pensou que eu fosse a mãe dele porque o meu carinho era como o dela.
Vocês tem noção do que eu to falando? Eu ganhei um abraço de um filho. 
Não preciso dizer mais nada.


quinta-feira, 24 de julho de 2014


Tem dias que eu me jogo nos meus projetos e minhas criações.
Tem dias que perco totalmente as forças, e fico sem saber pra onde ir.
Pra mim é normal. Mas o pior é que a fase em que não tenho forças
dura muito mais do que a fase que to disposta. Tá difícil. Tá difícil pra caralho.
Lá no fundo, no fundo do coraçãozinho eu sinto que to numa época muito boa,
onde as coisas podem mesmo mudar muito pra melhor. Mas é lógico que por
outro lado, nada vai acontecer se eu ficar na caverna arranjando todas as
desculpas do mundo pra não sair de lá. 
Preciso de uma sacolejada pelo menos toda semana, alguém faz favor?
Não precisaria nem dizer que o melhor sacode que eu poderia ter, é
a presença do meu moço. Eu tenho até medo de imaginar como seria com ele
sempre por perto, senão morro de tristeza.

Hoje ele me escreveu pela primeira vez "saudades de você." ele fala sempre, e 
responde que também está com saudades quando sou eu quem digo. Mas nunca
tinha escrito. Dai na mesma conversa ele disse que não gosta muito de me escrever
coisas assim, porque a distância é a distância. E não se pode chorar por algo que 
não se pode mudar.

Eu fico aqui esperando notícias. Daquelas que mudam o rumo das coisas. 
A situação de estar em suspenso é uma tortura. E o pior de tudo é que eu não posso 
contar pra ele e dividir essa angústia, porque ele não gosta e não aceita essa história
de eu estar deixando de viver minha vida normalmente por causa dele. Mas ele não 
entende ainda que a minha "vida normal" é muito louca. E que se não fosse por ele, 
eu não estaria na Cidade Mágica em modo espera. Estaria ou em Cuiabá, ou em
Porto Alegre... ou onde a vida me levasse. 

"...E você não entende a ação do tempo e as coisas..."

quarta-feira, 2 de julho de 2014

em 15 dias.


O reencontro um pouco estranho. Sempre esqueço o quanto você é alto. O primeiro abraço com beijo na testa. Tudo muito estranho, porque minha vontade era de te engolir. A sensação de paz, de que a partir dali tudo ficaria bem. O trajeto deitada com a cabeça no seu colo, te olhando de baixo e tocando seu rosto, pra relembrar cada detalhe esquecido. A chegada na cidadezinha, tudo um pouco menos estranho. A cama só nossa. O beijo e amor desesperados. A primeira noite. O abraço que nada separa. O primeiro amanhecer. As horas passando devagar. Os dias durando. Os banhos frios. O acordar cedo. Os dias durando. O amanhecer do aniversário. O desejo de feliz aniversário. Os segundos ao meu lado no nascer do Sol. O lado a lado em tudo. A chegada no paraíso. A água cristalina. As caipirinhas. A rede. O aniversário durando. A surpresa. A festa na praia. A fogueira. As explosões. Os parabéns com sotaque. As caipirinhas. Os camarões. Os sorrisos. A felicidade. A noite durando em frente à fogueira. O céu de presente. Finalmente sós. Os dias ainda durando. Os banhos agora quentes. Os amores sem hora. As caipirinhas. Os filmes. As músicas. Os descansos. O céu perfeito. Os minutos na praia de noite deitados olhando pro céu. O contemplar das estrelas. As nuvens tomando conta. " - Foi rápido mas foi bonito " Outra casa. Sem mosquitos. Cinema. O Hulk gigante. As horas na praia. As caipirinhas. Eu sendo sereia. Ele não deixando. Os dias durando. Os camarões. A minha música ao vivo. A última noite. A troca de lado da cama no meio da noite, pra eu continuar sendo abraçada. O último dia. Ainda durando. O dia na praia. As caipirinhas. Os camarões. A correria. A perda do meu voo. O atraso do dele. Mais uma noite juntos. A despedida. O " eu amo você ". A distância outra vez.

Não sei como contar. Não sei como poderia se contar o começo ou o fim de algo quando é perfeito. Lutando pra não despejar tantos clichês, mas é impossível. Impossível depois de tantos. Foi a nossa terceira despedida, e pela primeira vez eu chorei. Aquela parede da sala de embarque nos separando foi um soco no peito. Cada vez está se tornando mais difícil, moço. Vou ter que começar a criar estratégias pra sobreviver sem seu amor, porque ainda não sei como faço pra dormir bem sem estar dentro do seu abraço. Nem como sorrir sem ter seu olhar em mim quando acordo. Perfeição. Essa palavra tão subestimada, mas a única que se encaixa depois desses 15 dias. A única.

Numa vida com possibilidades infinitas, às vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma.


♫ ♪ Feels Like Home ♫ ♪