sábado, 24 de janeiro de 2015


Trouxe na mala o pisca pisca que comprei pro Natal Lá de casa. Natal que não aconteceu, e 
eu passei com A Sisi e com meu moço. Pisca pisca amarelinho mágico de Natal. Quando cheguei aqui 
tinha um lugar perfeito pra eles. Sei que não é ainda nossa casa, é só por 20 dias, mas como é
incrível ter um lugarzinho só nosso. Meu amor está pela pimeira vez preparando comidinha italiana 
pra mim. Ontem no mercado ajudando a comprar os ingredientes, ele me pediu pra pegar pimentão
vermelho. Ele olhava no tradutor o nome das coisas que queria e ia me pedindo algumas dessas 
coisas pra ir adiantando. Fui toda serelepe pra pegar o pimentão mais bonito e coloquei no carrinho 
enquanto ele pegava outras coisas. Hoje na hora de preparar a tal da pasta maravilhosa ele perguntou
cadê o pimentão. Fui pegar, e ele assustado perguntou o que era aquilo. E eu disse que ué, era
pimentão vermelho. Na verdade ele queria pimenta. Daquela malagueta. O tadinho voltou no mercado
correndo, porque todos os ingredientes eram muito importantes, dizia ele. E a vida aqui segue assim.
Muitos desentendimentos, muita explicação, muitas briguinhas descabidas e desnecessárias, mas 
tanto amor. É tanto amor que sobra.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015


É como se não existisse esforço. Não existe esforço. Ele me ama. Talvez até mais do que eu. Talvez até que não. Mas com certeza de um jeito diferente. Até agora os dias foram incríveis. Grudados de noite, e de dia só o grude necessário. O entender no tom da voz, no sorriso mais escondido. O entender.
O Natal juntos. O Ano Novo juntos. Cinco casas diferentes. Fecha a mala. Abre a mala. 
Vim hoje pra Cidade Mágica depois desses 20 dias de férias com meu moço. Volto amanhã pros nossos primeiros dias a trabalho. Nenhum dos dois sabe como isso vai terminar. E como diria o moço, isso é muito bonito. O que virá dirá.