terça-feira, 29 de julho de 2014

sonhos.


Tenho tido sonhos tão reais no último mês, que quando vou dormir já
me preparo pra viver coisas muito muito maravilhosas. Tem sido uma aventura.
Eu não faço ideia do porque isso tem acontecido, nem como. Porque eu nunca
lembrava dos meus sonhos. E quando sonhava, eram aqueles bem loucos e sem
sentido. Agora eles têm começo meio e fim. A única coisa ruim é na hora de
acordar, quando vejo que nada aconteceu. Pelo menos ainda. E nesses dias
tive o melhor e mais incrível. Sonhei que tinha tido um filho, e ele era o
neném mais lindo, gostoso, encantador, cheiroso e esperto que já tinha visto
na vida. Mamães do meu coração, se a felicidade que vocês sentem é tão grande
e inexplicável como dizem... Acho que quando tiver meu bebê vou morrer de amor.

Fiquei horas pensando na sensação que eu senti no sonho. No peso do meu neném
no colo, no choro de felicidade que vinha toda hora... naquele calor de amor.
Contei pra sisi, pro amigo gêmeo, pro facebook, pro baile todo. Não sei o que
sgnifica, não sei o que foi. Mas foi maravilhoso.

Acontece que dias depois, aconteceu uma coisa muito mais linda e apaixonante.
Estava eu aqui, na mais profunda das melancolias. Era domingo a noite, e eu já
tinha passado o fim de semana todo em casa. Daí uma amiga, uma das mais queridas, 
veio me perguntar o porque de eu estar tão sumida. Eu expliquei que estava murchinha,
e que já estava na cama. Ela tem uma pizzaria aqui na Cidade Mágica, e é o meu 
lugar preferido. É onde encontro as melhores conversas, a melhor energia, a melhor
companhia e a melhor pizza. Nesse dia eu estava mesmo muito murcha, mas ela insistiu 
muito pra eu estar com ela. Disse que viria me buscar, e iria me trazer. Eu pensei então
que ela estava precisando de mim, não podia negar. Mas na hora que entrei no carro e 
a abraçei, senti que ela veio por mim. E eu estava mesmo precisando disso.

O movimento estava bem grande, então fiquei destraída ajudando a amiga, quando 
chegou mais uma família. Já tinham entrado no salão a mãe e o filho... depois de 
organizar as cadeiras pra todo mundo, fui sair... O menino estava no caminho, olhando 
um mural de fotos, quando eu toquei nele fazendo um carinho como um pedido de licença. 
E ele com os olhos ainda fixos no mural me abraçou, achando que eu fosse a mãe dele. 
Na mesma hora o meu coração disparou. Todos as lembranças do sonho vieram a tona, e o 
calor do choro me tomou por completo. Claro que só durou uns dois segundos até ele 
perceber que eu não era a mãe dele, e nós dois rimos. Ele devia ter uns oito anos, 
com aquela cara de criança querida e sem igual. Ele me olhou sorrindo, e disse que 
pensou que eu fosse a mãe dele porque o meu carinho era como o dela.
Vocês tem noção do que eu to falando? Eu ganhei um abraço de um filho. 
Não preciso dizer mais nada.


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