quarta-feira, 2 de julho de 2014
em 15 dias.
O reencontro um pouco estranho. Sempre esqueço o quanto você é alto. O primeiro abraço com beijo na testa. Tudo muito estranho, porque minha vontade era de te engolir. A sensação de paz, de que a partir dali tudo ficaria bem. O trajeto deitada com a cabeça no seu colo, te olhando de baixo e tocando seu rosto, pra relembrar cada detalhe esquecido. A chegada na cidadezinha, tudo um pouco menos estranho. A cama só nossa. O beijo e amor desesperados. A primeira noite. O abraço que nada separa. O primeiro amanhecer. As horas passando devagar. Os dias durando. Os banhos frios. O acordar cedo. Os dias durando. O amanhecer do aniversário. O desejo de feliz aniversário. Os segundos ao meu lado no nascer do Sol. O lado a lado em tudo. A chegada no paraíso. A água cristalina. As caipirinhas. A rede. O aniversário durando. A surpresa. A festa na praia. A fogueira. As explosões. Os parabéns com sotaque. As caipirinhas. Os camarões. Os sorrisos. A felicidade. A noite durando em frente à fogueira. O céu de presente. Finalmente sós. Os dias ainda durando. Os banhos agora quentes. Os amores sem hora. As caipirinhas. Os filmes. As músicas. Os descansos. O céu perfeito. Os minutos na praia de noite deitados olhando pro céu. O contemplar das estrelas. As nuvens tomando conta. " - Foi rápido mas foi bonito " Outra casa. Sem mosquitos. Cinema. O Hulk gigante. As horas na praia. As caipirinhas. Eu sendo sereia. Ele não deixando. Os dias durando. Os camarões. A minha música ao vivo. A última noite. A troca de lado da cama no meio da noite, pra eu continuar sendo abraçada. O último dia. Ainda durando. O dia na praia. As caipirinhas. Os camarões. A correria. A perda do meu voo. O atraso do dele. Mais uma noite juntos. A despedida. O " eu amo você ". A distância outra vez.
Não sei como contar. Não sei como poderia se contar o começo ou o fim de algo quando é perfeito. Lutando pra não despejar tantos clichês, mas é impossível. Impossível depois de tantos. Foi a nossa terceira despedida, e pela primeira vez eu chorei. Aquela parede da sala de embarque nos separando foi um soco no peito. Cada vez está se tornando mais difícil, moço. Vou ter que começar a criar estratégias pra sobreviver sem seu amor, porque ainda não sei como faço pra dormir bem sem estar dentro do seu abraço. Nem como sorrir sem ter seu olhar em mim quando acordo. Perfeição. Essa palavra tão subestimada, mas a única que se encaixa depois desses 15 dias. A única.
Numa vida com possibilidades infinitas, às vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma.
♫ ♪ Feels Like Home ♫ ♪
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