domingo, 17 de janeiro de 2016
recomeço.
2015 começou incrível. Eu e meu moço, meu moço e eu. Só disso que eu precisava.
Só isso e mais nada. Bastava pra me dar a certeza de que as coisas se acertariam.
Tudo foi mesmo se acertando. Apartamento incrível com colegas incríveis.
Estudando e me formando. Só o que doía era a saudade. Mas pra aliviar logo vinha a
certeza que cedo ou tarde estaríamos juntos. Que certeza que nada. Quem aqui tem certeza
de coisa alguma? Meu mundo caiu. Sem saber onde enfiar tanta dor. Tanta vontade de chorar.
De atravessar um oceano e perguntar porquê. Não sabia o que fazer com todos os planos,
todos os sonhos e toda aquela vontade que não se realizou.
Coisa mais difícil que já vivi. Aquilo que todos passam de perder o primeiro amor.
Foi a minha vez. Não era capaz de imaginar essa dor, e ainda não sei dizer quando
diminui. Porque é certo que nunca passa. Não é possível que passe.
A vida continua, mas que clichê. O tempo não para pra que dê tempo de alguma recuperação.
Temos que continuar caminhando. Mesmo que seja catando os cacos ao mesmo tempo ou ir
tropeçando neles mesmo. Mas não dá pra parar. Pra sofrer a dor. Pra sentar na calçada e
respirar bem fundo. Não dá.
Meses se passaram, 2016 entrou me atropelando e ainda estou confusa. Aos poucos estou
relembrando dos planos, e entendendo o que se encaixa agora na nova vida, com as novas
prioridades. Sem conseguir mentir pra mim mesma de que tudo vai bem, e que está certo como
está. Se de uma coisa eu sei é que as coisas não estão certas. Mas tento aprender a lidar.
Tento. Estamos aí, 2016. Espero muito de você. Preciso mesmo recomeçar. Me traga inspiração.
Só o que quero agora é inspiração.
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