segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

the end.


Eu tinha 14 anos. 15 no máximo. E eu lembro ainda da 
primeira vez que te vi, na praça principal da Cidade Mágica 
distribuindo os folhetos do primeiro ano do seu projeto tão amado. 
Ainda tenho esse folheto. Talvez eu ainda o guarde, mas não 
tenho a mesma vontade de me lembrar de tudo com carinho 
como antes. Porque um dia a gente cansa. 
A gente cansa da indiferença, cansa de se sentir aproveitada, 
cansa da superficialidade, cansa de não significar nada. 
Estava presa por você desde o primeiro encontro. 
Depois daquele beijo roubado na escada do Piratas que calou 
alguma frase sem importância minha, tudo o que eu quis foi ser sua. 
E tudo o que você não quis foi ser meu. Mas sempre que você me 
chamava, não importava o que eu estivesse fazendo eu estava lá.
Mesmo sabendo que não deveria, que eu estava me maltratando 
agindo assim. Mas achava que me arrependeria se não fosse. 
Citava várias desculpas pra mim mesma dentro da minha cabeça. 
Mas a desculpa que sempre vencia o bom senso, é que eu poderia
brincar e me aproveitar de você do mesmo jeito que você fazia comigo. 
Eu realmente achei que esse encanto nunca acabaria, mas aí você 
colocou em risco uma das minhas amizades mais queridas, 
mesmo que distante. Não merecia isso de você. 
Além de filho da puta você ainda é fofoqueiro. As coisas que 
eu dizia pra você, mesmo sem poder, não eram pra ser espalhadas 
por aí e eu não imaginava que você precisava ser avisado. 
Foi tudo invenção, diga-se de passagem. Até isso você teve de mim. 
Mentirinhas pra tentar conseguir algum sentimento seu, ainda que 
tão sem importância pra mim. Por sorte ela é uma das pessoas mais 
maravilhosas do Mundo inteiro, e esperou pacientemente minhas 
explicações, mesmo eu merecendo o maior dos castigos. 
Mas felizmente isso foi o fim. O fim de qualquer sentimento 
nojento e doentio que sentia por você. 
Já jurei de pé junto pra mim pra sisi e pra isla bonita, pelo 
menos umas cinco vezes, que não iria mais falar com você. 
Fracassei todas essas vezes. Mas hoje não vou jurar pra ninguém, 
nem pra mim. A partir de hoje nós simplesmente não existimos
mais um para o outro. Nós já não existimos um para o outro há 
anos em redes sociais, porque você me bloqueou em uma das vezes 
que falou que nunca mais falaria comigo, e não desbloqueou depois 
de me procurar outra vez. Então você só vai saber que não existimos 
mais um para o outro quando me mandar uma mensagem para o 
meu celular, e a resposta não chegar no seu. E aí quando você 
perceber que não vai ter uma resposta, você vai ligar. 
E eu não vou atender. Vou receber algumas mensagens mais, 
com palavrões com certeza, e mesmo essas não vão ter retorno. 
E vai ser bem aí, nesse momento, que você vai ter certeza que 
nós não existimos mais um para o outro. Nunca mais.

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