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Daí que comecei a análise. Análise essa, que já deveria ter começado há tempos. Ninguém é certo das ideias. Desde que nascemos o Mundo nos machuca e nos deixa sequelas. Temos que aprender a enxergá-las pra podermos saber como ficar sãos.
Dependendo dessa sequela, deixamos marcas no Mundo que não queremos. Que não devemos. Tem vezes que essas marcas não ferem mais ninguém além de nós mesmos. Mas tem outras que ferem. E não quero que comigo seja assim. Não mais.
Eu quero ser melhor, é isso que eu quero.
Então, toda sexta às 16:00 eu sento na poltrona marrom e falo sobre a minha infância, sobre o que eu estou sentindo, sobre a minha família, sobre meus amigos, sobre o meu trabalho. Não vou dizer que toda sexta eu abro meu coração porque seria mentira. Porque não é sentimento. É razão, é lógica, é causa e consequência. É razão. Eu vou lá pra entender o sentimento.
E saio de lá bem pequena, minúscula, com o coração todo encolhido de medo do que viu. Mas não tem outro jeito.
Pra mim, não tem outro jeito. Não dá pra construir por cima. Não dá. Vai ficar um remendo feio. Todo mundo vai notar que não era pra ser assim. Eu vou saber. Dói, mas é preciso destruir para reconstruir.
E nada - nada - é tão bom quanto entender. Nada.
E quando você decide mudar, a vida te ampara. Simples assim.__________
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